Encontrei
teu cativeiro armada e ferida, temendo não ao mal que em si se
define, mas ao bem que velado destrói.
Não
fui rendida pelos teus olhos calmos, mas abaixei as armas ao te
ouvir. Vi a inocência e a verdade em um. Desconfiei a punhos
serrados, mas o tempo que leva as estações também levou meus
escudos. Não fui sedada, eu me permiti adormecer em teus braços.
Não violaste-me, eu entreguei meu corpo a ti sem papel de presente,
sem embrulho algum. Não vendaste meus olhos, eu os fechei
propositalmente para sentir mais fundo teu prazer em mim. Teu amor é
cativeiro vencido, em que minha alma quer habitar em eterno.
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