segunda-feira, 30 de março de 2009

Luto vão

Onde está o teu sorriso?
Onde está a tua voz?
O que fez com teu cinismo?
Não é hora de pensar em nós
Destruí-me como jamais farei
Desisti por insistência de quem amei
Mutilei-me com a lembrança de sua fala
De seu descaso, sua frieza
De sua crítica calculada
De sua cruel gentileza
Curvei-me diante do medo
Cedi a um plano fatal
Cuspi o gosto amargo do teu desprezo
Mas engoli o teu veneno sem sal
Agora não venha com discursos treinados
Não me traga flores hipócritas
Não queira tocar meus lábios gelados
Agora que estou morta.

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