domingo, 2 de outubro de 2005

Indigente

Implorando por um sorriso
Agonizando na chuva sem abrigo
Chora quieto o coração partido
Lágrimas caídas
Sonhos perdidos
Olhos tristes e amores contidos
Solidão presente
Dor crescente
Tristeza aparente
Entender o silêncio é descobrir o mundo
Sentar ao lado e consolar o pobre moribundo
Infeliz, inexistente
Inconseqüente, chorão e mimado
_cale o choro!
Prenda as lágrimas pequeno garoto!
Porque não pára de gritar? Sabe que ninguém o ouvirá.
Suspiros atentos
Olhos arregalados aos poucos se fecham
De cheios, logo secam
Deixando a lagrima escorrer
_menino estúpido, onde está o controle?
Cala-te
02.10.2005